Em que cremos?
Declaração de Fé das Assembleias de Deus
A Declaração de Fé da Assembleia de Deus no Brasil foi elaborada com o objetivo de aperfeiçoar e complementar o “Cremos”, reafirmando as doutrinas bíblicas fundamentais da igreja.
Seu propósito é fortalecer a unidade doutrinária da Igreja, orientar o ensino bíblico e proteger os membros contra heresias, oferecendo um resumo claro das principais crenças cristãs.
CAPÍTULO I. SOBRE AS SAGRADAS ESCRITURAS
A Declaração de Fé afirma que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus, a única revelação escrita, inerrante, completa e infalível, sendo a exclusiva regra de fé e prática para o cristão. Sua origem é divina, inspirada verbal e plenariamente pelo Espírito Santo. A Bíblia, composta por 66 livros canônicos, foi escrita por diversos autores, mas mantém uma homogeneidade singular, revelando o pensamento de um único Autor: Deus. O objetivo central das Escrituras é revelar Deus e Sua vontade redentora, tendo Jesus Cristo como foco principal.
CAPÍTULO II. SOBRE DEUS
Cremos em um único Deus vivo e verdadeiro, Pessoal e Triúno (Pai, Filho e Espírito Santo). Deus é o Criador, Sustentador e Soberano do Universo. Seus atributos naturais incluem onipotência, onisciência e onipresença; Seus atributos morais são santidade, justiça, amor e bondade. Seu nome “Deus” (El, Elohim) indica Sua força e poder criador. Ele se revela como Jeová (YHWH), o Ser que existe por Si mesmo, eterno e imutável. Deus atua na criação, providência e redenção, sendo o Senhor de toda a história.
CAPÍTULO III. SOBRE A TRINDADE
Cremos na Trindade, a doutrina de um só Deus que subsiste em três Pessoas distintas, coeternas e coiguais: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Embora distintas em funções, essas Pessoas são inseparáveis em essência, natureza e atributos, caracterizando a unidade na Trindade. As Assembleias de Deus rejeitam o unicismo (nega a distinção de Pessoas) e o triteísmo (crê em três deuses). O Pai é a fonte; o Filho, o revelador; e o Espírito Santo, o agente executor da vontade divina no mundo e na Igreja.
CAPÍTULO IV. SOBRE A IDENTIDADE DO SENHOR JESUS CRISTO
Jesus Cristo é a segunda Pessoa da Trindade, o Verbo de Deus que se fez carne. Cremos em Sua Dupla Natureza: Ele é totalmente Deus (eternamente preexistente) e totalmente Homem (nascido da Virgem Maria). Sua encarnação teve o objetivo de cumprir a missão redentora. A Declaração afirma Seu nascimento virginal, Sua vida sem pecado, Sua morte vicária e ressurreição corporal. Ele ascendeu aos céus, está à destra do Pai e voltará para buscar Sua Igreja e julgar o mundo.
CAPÍTULO V. SOBRE AS OBRAS DE CRISTO
Este capítulo descreve a obra redentora de Jesus Cristo, realizada por Sua encarnação, vida, morte, ressurreição e ascensão. Sua obra central é a Expiação Vicária, na qual Ele pagou o preço pelos pecados da humanidade, tornando-se o único Mediador entre Deus e os homens. Por meio de Seu sacrifício, Ele efetuou a Reconciliação, removendo a inimizade e restaurando o relacionamento. Sua obra continua em Sua intercessão no Céu, garantindo a salvação e a vitória sobre o pecado e a morte para todos os que nEle creem.
CAPÍTULO VI. SOBRE O DEUS ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade, coigual e consubstancial ao Pai e ao Filho. Sua obra é fundamental no plano da salvação: Ele convence o mundo do pecado, efetua a regeneração no crente e o sela para o dia da redenção. Ele é o Agente de Deus na Terra, responsável por capacitar a Igreja, distribuindo dons espirituais. Sua plenitude, manifestada pelo batismo, é a principal bênção pós-salvação. O Espírito inspira a Palavra, dirige a adoração e santifica o crente.
CAPÍTULO VII. SOBRE O HOMEM
Cremos que o homem é criação direta de Deus, formado do pó da terra e animado com o fôlego da vida, tornando-se alma vivente. Criados à imagem e semelhança de Deus, homem e mulher foram dotados de inteligência, honra e livre-arbítrio para escolher entre o bem e o mal. A constituição humana é composta por corpo, alma e espírito, sendo o corpo mortal, a alma o centro emocional e moral, e o espírito a parte espiritual que busca a Deus. Após a morte, alma e espírito são separados do corpo, destinando-se ao céu ou ao inferno.
CAPÍTULO VIII. SOBRE AS CRIATURAS ESPIRITUAIS
Cremos que os anjos são seres celestiais criados por Deus antes da fundação do mundo, com natureza espiritual e poderes extraordinários, superiores aos humanos, mas limitados por serem criaturas. Organizados em milícias espirituais, eles adoram e executam as ordens de Deus, operando como mensageiros e servos em favor daqueles que herdarão a salvação. Inclui-se os anjos guardiães, anjos decaídos e demonstrações demonstradas pela maioral deles, Satanás, inimigo de Deus e do homem. Satanás e seus demônios são espíritos maus que se rebelaram contra Deus e têm influência maligna, mas são vencidos pelo poder de Jesus e dos fiéis.
CAPÍTULO IX. SOBRE O PECADO E SUAS CONSEQUÊNCIAS
Cremos que o pecado é a transgressão da lei de Deus, que prejudica o relacionamento do ser humano com Ele, causando incapacidade espiritual e corrupção total da humanidade. Origina-se mesmo antes da criação de Adão e Eva, que foram os primeiros a pecar. Somente a fé e a fé na obra redentora de Jesus Cristo podem restaurar o homem para Deus. O novo nascimento pela graça, a justificação pela fé e a santificação são essenciais para a salvação plena. O destino final das pessoas é determinado em justiça, sendo o céu ou o inferno.
CAPÍTULO X. SOBRE A SALVAÇÃO
Cremos que a salvação é oferecida a todas as pessoas pela graça de Deus, mediante o novo nascimento pela fé em Jesus Cristo e a ação do Espírito Santo. Ressaltamos a justificação pela fé no sacrifício de Jesus, o perdão pleno dos pecados e a santificação contínua do crente como condição para uma vida santa e irrepreensível. A salvação conduz ao reino eterno de Deus e engloba a esperança da ressurreição e da vida eterna. No julgamento final, todos comparecerão para receber a recompensa ou orientações definitivas.
CAPÍTULO XI. SOBRE A IGREJA
Cremos que a Igreja é o corpo de Cristo, uma comunidade unida, santa e universal de religião remidos de todas as eras e lugares. É coluna e firmeza da verdade, chamada a adorar a Deus e a servir como testemunha no mundo. Seus membros são escolhidos por Deus e eclesiasticamente organizados com ordenanças e ministérios, incluindo pastores, presbíteros e diáconos. A missão da Igreja é pregar o evangelho, fazer discípulos e manifestar o Reino de Deus na Terra, guardando a doutrina e promovendo o crescimento espiritual dos fiéis.
CAPÍTULO XII. SOBRE O BATISMO EM ÁGUAS
Cremos que o batismo em águas é uma ordenança bíblica que simboliza a regeneração e a identificação do crente com a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo. É realizado por participação em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme ordenado por Jesus. O batismo não é consequência de regeneração, mas uma demonstração pública de fé e arrependimento. Rejeitamos a prática do batismo infantil e enfatizamos que ele deve ser realizado por aqueles que têm conclusões pessoais da salvação.
CAPÍTULO XIII. SOBRE A CEIA DO SENHOR
Cremos que a Ceia do Senhor é uma ordenança instituída por Jesus Cristo para ser comemorada pelos crentes como memorial de sua morte vicária, oferecendo comunhão espiritual e fortalecimento da fé. É composta pelo pão e pelo vinho, símbolos do corpo e do sangue de Cristo, que representam o sacrifício feito para a salvação dos pecadores. A participação na Ceia é um ato de fé, arrependimento e unidade com Cristo e com a Igreja. Rejeitamos qualquer prática que desconsidere o significado espiritual desse rito.
CAPÍTULO XIV. SOBRE A FORMA DE GOVERNO DA IGREJA
Cremos que a Igreja deve ter uma forma de governo organizada, com liderança pastoral, evangelistas, presbíteros, diáconos e cooperadores para cumprir sua missão. Essa estrutura serve para conservar a doutrina, cuidar dos rebanhos e coordenar as atividades ministeriais. A participação de todos os membros é importante para o crescimento espiritual e a edificação do corpo de Cristo, respeitando a autoridade delegada e buscando a unidade na fé e no amor.
CAPÍTULO XV. SOBRE A VERDADEIRA ADORAÇÃO
Cremos que o verdadeiro entusiasmo é um ato público e individual que deve ser feito a Deus com reverência, sinceridade e fé. A inspiração inclui elementos como oração, jejum, louvor e participação no culto, que deve ser centrado em Deus e Cristo. Acreditamos que a comunhão com Deus deve ser expressa por meio de uma vida santa, obediente e dedicada ao serviço do Senhor, rejeitando a hipocrisia e valorizando o fruto do Espírito, tais como amor, paz e mansidão.
CAPÍTULO XVI. SOBRE A IGREJA E O ESTADO
Cremos que as autoridades possuem legitimidade para governar, sendo ordenadas por Deus para manter a ordem e o bem comum. A Igreja respeita a separação entre suas funções espirituais e as funções do Estado, mas incentiva os cristãos a exercerem seus direitos civis, como o sufrágio, segundo a consciência e a fé. A Igreja defende a liberdade religiosa e busca promover valores cristãos na sociedade, respeitando as leis justas e a autoridade governamental.
CAPÍTULO XVII. SOBRE A LEI
Cremos que a lei de Deus é perfeita, santa e justa, oportuna para revelar a vontade de Deus, guiar o comportamento humano e mostrar a necessidade da salvação. A lei é composta por preceitos morais, cerimoniais e civis, que refletem a natureza de Deus e sua justiça. A relação entre a lei e a fé cristã é harmoniosa, pois a fé não anula a lei, mas a cumpre em seu verdadeiro espírito. A lei revela o pecado e conduz o homem a Cristo para a redenção.
CAPÍTULO XVIII. SOBRE OS DEZ MANDAMENTOS
Cremos que os Dez Mandamentos são preceitos morais fundamentais dados por Deus para guiar a vida humana em santidade e justiça. Eles revelam a vontade divina e o propósito de uma vida adequada à aliança com Deus. Os três primeiros princípios tratam do culto exclusivo a Deus, enquanto os demais regulam as relações humanas, envolvem o amor, o respeito e a justiça. Obedecer aos mandamentos é viver em conformidade com a lei divina e expressar fé genuína.
CAPÍTULO XIX. SOBRE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
Cremos que o batismo no Espírito Santo é um ato distinto da salvação, concedido por Jesus Cristo aos crentes, manifestado pela evidência física do falar em outras línguas conforme a vontade de Deus. É uma experiência espiritual que capacita o cristão para o serviço e o testemunho eficaz, fortalecendo a fé e a vida cristã. O batismo no Espírito Santo é uma promessa continua a toda a igreja e simboliza a plenitude do Espírito de Deus que habita no crente para edificá-lo e capacitá-lo.
CAPÍTULO XX. SOBRE OS DONS DO ESPÍRITO SANTO
Cremos que o Espírito Santo distribui diversos dons espirituais para a edificação da Igreja, que incluem sabedoria, ciência, fé, cura, operações de milagres, profecia, discernimento, línguas e interpretação de línguas. Esses dons são dados a cada crente conforme a vontade de Deus, para servir ao próximo, fortalecer a comunhão e cumprir a missão de Deus na Terra. A diversidade desses dons reflete a soberania e sabedoria divina na condução do povo de Deus.
CAPÍTULO XXI. SOBRE A CURA DIVINA
Cremos que a cura divina é um dom e uma manifestação da graça de Deus, concedida conforme Sua vontade para restaurar a saúde dos enfermos. Ensinamos que a origem da enfermidade está ligada à queda do homem, mas a cura é um sinal do Reino de Deus presente. A oração pelos enfermos e a unção com óleo são meios bíblicos para interceder e manifestar a cura, que pode se manifestar na Antiga e na Nova Aliança, sendo importante na vida da Igreja hoje.
CAPÍTULO XXII. SOBRE A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
Cremos que Jesus Cristo voltará em duas fases distintas: a primeira, invisível ao mundo, será o arrebatamento da Igreja antes da Grande Tribulação; A segunda será visível e corporal, em glória, para estabelecer seu Reino Milenar. Nesta segunda vinda, Ele realizará a justiça final, recompensará os santos e condenará os ímpios, cumprindo as promessas bíblicas. Os sinceros aguardam com esperança este evento glorioso, que traz plenitude à redenção.
CAPÍTULO XXIII. SOBRE O MUNDO VINDOURO
Cremos na existência do juízo final, onde todos os seres humanos comparecerão diante de Deus para receberem julgamento justo conforme suas obras. Acreditamos na ressurreição dos mortos, tanto dos salvos para a vida eterna quanto dos condenados para a justiça eterna. O capítulo também ensina sobre o novo céu e a nova terra, bem como a nova Jerusalém, como a morada eterna e perfeita dos redimidos. Esses ensinamentos visam a esperança cristã na vida depois da morte.
CAPÍTULO XXIV. SOBRE A FAMÍLIA
Cremos que a família foi instituída por Deus como a união matrimonial entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea, conforme sua criação original. A família é a base da sociedade e um reflexo da unidade e do amor divino. Defendemos que o casamento é uma aliança sagrada e que pais e filhos têm responsabilidades mútuas no amor, educação e formação espiritual. Rejeitamos formas heterodoxas de formação familiar que contrariam os ensinamentos bíblicos.
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